Caminhar de costas não é fácil, trai os nossos sentidos, exige um esforço enorme e nisso nos tornamos lentos, muito lentos… É da muito que estamos caminhando de costas, como se vivêssemos ainda a ressaca dos anos 60/70 … Mas, até quando? Digo, meus amigos a festa acabou há muito tempo e se abrirmos bem os olhos estamos dançando sem música em um local repleto de entulhos.
Reproponhamos clichês de velhas batalhas: revolução sexual, festivais musicais e de uma psicodélica descoberta do individualismo. Celebramos uma revolução já sepultada.
Inútil fantasiar de hippies a Coachella, hoje os nossos sutiãs são queimados, porém com nos vivas que os vestimos. Nos fantasiamos de sonhos e descobertas que não foram nossas, daquela festa resta somente o cinismo dos esqueletos bêbados que traíram os seus ídolos e causas.
A nossa revolução é aplaudir a encenação de uma protesta de luxo? Nos iludimos em vestir um patchwork multicultural e temos medo dos nossos novos vizinhos de casa e procuramos a proteção em velhos muros.
Cansei de franjas, flores e todas as suas formas de revisitação, estou com fome de tecnologia; quero vestir algo que me cure e não tinturas tumorais. Caros criativos todos aplicamos o ” no mundo nada si cria, tudo se copia”, mas, se os devemos a definição de “gênios”, por favor não nos iludam e sim iluminem de verdade. O verdadeiro luxo não pode fazer a menos da coerência e da ética. Nos ajudem a melhorarmos e a compreendermos novas formas de existência. Stephen hawking diz que a filosofia é morta, mas, não poderá existir uma nova forma de comunicação sem essa. Nos guiem em um futuro, levantem as bundas das cadeiras e nos ajudem em uma real revolução do costume. Não basta nos acegar com o reflexo do sol em uma calça de napa prateada. Não basta…

Cinema anos 70

Falar de cinema anos 70 é o equivalente a esvaziar o mar com um copo…
Roteiristas e diretores transgressivos, políticos, provocadores como Fassbinder, Glauber Rocha desafiavam o tabu e a obviedade com histórias originais, experimentais, inquietantes…
O cinema americano produzia obras-primas como Badlands, Sand Creek, Little Big Man, Mr.Cabe & Mrs.Miller, M.A.S.H
Jovens talentos eram artistas do calibre de Coppola, Scorsese, De Palma, Lucas e Spielberg:
O padrinho, Tubarão assassino, o taxista nevrótico e justiceiro, o calheiro Jedi popolavam as nossas salas.
Até o cinema de puro divertimento produzia fenômenos como a BLAXPLOITATION, na qual os heróis eram super gatos e super black, o kung fu de Bruce Lee (e o primeiro fantástico Jackie Chan), os filmes horror de Fulci, Argento, Tobe Hooper, o mundo di Carpenter… Poderei continuar ao infinito… Me estava esquecendo de Herzog, Wende, italianos os lindos western da Leone a Corbucci a Sollima, os fantasticos policiais à italiana de Castellari e c&o.
A idade do ouro para o cinema que produziu jóias ainda hoje insuperáveis.

Abito: Villa Park

 

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